Como tudo começou

(extraído do texto “Memórias do Centro Espírita Humildade, Amor e Luz – 30 anos de História – produzido pelo nosso irmão Vanderlan Queiroz)

Em virtude de um intenso processo obsessivo da irmã Jesuína Resende, então esposa de Mateus Resende, ele e sua irmã Maria Resende procuraram a Sra. Aída Alves, recomendada por sua capacidade mediúnica; participavam do seu grupo a Vó Isaura, Sr. Velasques, entre outros.Tempos difíceis no que se referia ao conhecimento e prática do espiritismo. No entanto, a vontade férrea e a fé em Deus fortaleceram o ânimo dessas pessoas que, já beneficiadas pela melhora da irmã Jesuína, fixaram as segundas, quartas e sextas, como dias de estudo evangélico e trabalho prático, cujas sessões eram realizadas na casa de cada membro, alternadamente.

As reuniões consistiam de preces, leitura do evangelho e trabalhos práticos e, aos poucos, foram recebendo a adesão de outros irmãos, entre eles a Sra. Juracy Teodora da Cunha e seu filho Edson (que chegaram no dia 19 de dezembro de 1965 trazendo o Sr. Teófilo, seu esposo, doente, vindo a falecer cinco dias depois. Dona Bernaldina dos Santos e sua família, as Sras. Dejanira, Conceição e Maria Madalena, além da mãe de todos, de sangue e de coração, Vovó Angelina.

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O chamamento mediúnico é o mais forte sinal de que a espiritualidade precisa desenvolver trabalhos e necessita de colaboradores dispostos a cooperar nas tarefas; o irmão Mateus, relutando ao chamado, teve que enfrentar o teste imposto por uma entidade que o deixou fluidicamente amarrado por três dias. Graças à ajuda de espíritos amigos, o grupo recebia a orientação necessária à prática mediúnica por intermédio de Pai Joaquim, Vó Mulata, Pai Cipriano e Mãe Maria. Eles ajudavam e testavam a vontade de todos.

Aos poucos o grupo crescia com a adesão de novos membros e foi-se fazendo necessário um lugar fixo e mais adequado à realização dos trabalhos. Sensibilizada pela situação que se apresentava, Dona Angelina cedeu uma casa de sua propriedade na rua Pernambuco, esquina com rua José Antonio, onde por um bom tempo o grupo pôde aprender e praticar a doutrina.

Com a saída da irmã Aída e de alguns membros, o grupo remanescente iniciava uma nova etapa frente aos compromissos assumidos com a espiritualidade, que, por sua vez, traçava planos para a continuidade do grupo e sua ampliação.

Pelas mãos de uma amiga, chegou o reforço através de um casal vindo de Bauru e já com larga experiência nas hostes espíritas: Sr. Rômulo Maiolino e sua esposa, D. Romilda; logo a sintonia se fez e o grupo ganhou um incentivador e orientador. Assim, foi criada a Evangelização Infantil para atender ao contingente de crianças que, com os pais ou não, frequentavam o grupo. Essa responsabilidade foi assumida pela irmã Romilda, cujas aulas eram dadas sob uma frondosa árvore no quintal varrido e molhado pela vovó Angelina, que torturava as crianças com o apetitoso cheiro dos bolinhos fritos, posteriormente servidos por ela.

Singular é o depoimento de uma criança diante daquela figura angelical:

Pérsio Rezende, aos cinco anos, disse à vovozinha que ele gostava tanto dela que desejava levar uma de suas mãos para casa. Uma declaração de amor sincera e espontânea a quem sempre estendeu suas mãos para todos e para esse grupo em particular.

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