Projeto Guiar

Apresentação

Segundo o Manual de Apoio ao serviço de assistência e promoção social espírita editado pela FEB, a assistência social é encontrada em todas as civilizações desde a mais remota antiguidade. Auxiliar o ser humano nas suas necessidades mais elementares é atividade própria dos que se juntam para viver em sociedade. Com Jesus Cristo, nosso Mestre, a assistência resplandece em cada ato, como verificamos nas páginas de seu Evangelho, dando base à verdadeira caridade universal de amor ao próximo.

Turma uniforme

A assistência social até o século XIX tinha o aspecto de doação apenas. Com São Vicente de Paulo e depois com Frederico Ozanam, começa a ser direcionada às necessidades reais do indivíduo. Hoje, o enfoque é o da promoção do homem integral (corpo e espírito), elevando o ser humano pelo trabalho, a fim de auxiliá-lo na sua escalada evolutiva, sob as bênçãos da reencarnação. Surge então o que denominamos promoção social, atividades para que o homem seja instigado à realização de seu próprio crescimento, através do desenvolvimento de suas aptidões.

A promoção social, então, é um conjunto de atividades com enfoque educativo e qualificativo que possibilita às pessoas, crianças e suas famílias a aquisição de conhecimentos, o desenvolvimento de habilidades pessoais e sociais e mudanças de atitudes, favorecendo, assim, uma melhor qualidade de vida e participação na comunidade.

Alinhado à Política Nacional de Assistência Social – PNAS e aos demais diplomas normativos regentes da promoção da assistência social no Brasil, o Estatuto em vigor no CEHAL prevê os seguintes objetivos em seu artigo 3º:

Art. 3º – o objetivo principal será:
a) estudo, a prática e a difusão da doutrina Espírita sob a égide dos princípios codificados por Allan Kardec, no seu tríplice aspecto: Científico, Filosófico e Religioso, bem como das obras complementares e subsidiárias, de cunho essencialmente espírita;
b) o incentivo da prática da caridade espiritual, moral e material pelos meios éticos ao seu alcance;
c) a assistência e a promoção humana dentro dos parâmetros doutrinários, sem distinção de pessoas, raça, cor, posição social e ou religiosa.

O seu artigo 5º assim dispõe:

Art. 5º – Considerando que a finalidade do CEHAL é eminentemente doutrinária e assistencial, toda renda proveniente das fontes mencionadas no art. 4º se destinarão à manutenção dos objetivos mencionados…

O CEHAL elencou o Posto Assistencial Espírita “Angelina Nunes Teixeira” como sendo o local onde as atividades de promoção e assistência social deverão ser desenvolvidas, segundo o art. 39 de seu Estatuto:

Art. 39 – O Posto Assistencial Espírita “Angelina Nunes Teixeira, à rua Paranapebas, nº 992 – Jardim Colúmbia, será o órgão de desenvolvimento das atividades de assistência e promoção social do Centro Espírita Humildade, Amor e Luz e, consequentemente, todo produto arrecadado na Campanha de Fraternidade Espírita “Auta de Souza”, será destinado exclusivamente para atendimento dessas atividades, sem exceção.

Graças ao empenho de todos os trabalhadores do CEHAL irmanados com sua Diretoria, foi possível a ampliação do nosso Posto de Assistência, que hoje tem condições ideais de utilização para o desenvolvimento de várias atividades com a finalidade da promoção da pessoa humana mais desamparada de recursos. Esse local precisa ser mais bem utilizado, a pena de se tornar um “elefante branco”, que exigiu esforço e dedicação para sua concretização e que não merece ser subutilizado.

Sendo assim, propomos o desenvolvimento do PROJETO GUIAR: “CRIANÇA FORA DA RUA, MAS NO CAMINHO”, que visa o atingimento dos objetivos do Serviço de Assistência e Promoção Social Espírita, através da Arte, do Esporte e da Informática, que são áreas de interesse das crianças e jovens. “A arte e o esporte têm o poder de mudar o mundo, de unir pessoas e podem criar esperança onde antes só havia desespero. São instrumentos de paz muito mais poderosos do que governos”. Essa frase resume uma expressão de Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul.

A rua é o espaço por onde se anda. É pela rua que se pode ir a algum lugar, o caminho para se chegar a esse lugar. Por outro lado, as crianças sem atividade no período em que não estão na escola, normalmente vão para a rua (que perde o sentido literal da palavra), e acabam ficando expostas a diversos riscos como: violência (física e sexual), uso de drogas (lícitas e ilícitas), exploração de trabalho infantil, etc.

Assim, o projeto apresentado se propõe a retirar a criança dessa realidade improdutiva. O que se pretende é tirá-las das ruas, mas indicar um caminho seguro.
Por isso, a denominação de “Projeto Guiar: Criança fora da rua, mas no caminho”.

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